LIVRETO CELEBRATIVO | BENÇÃO E INAUGURAÇÃO DO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO SÃO JOSÉ

LIVRETO CELEBRATIVO 

BENÇÃO E INAUGURAÇÃO DO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO SÃO JOSÉ

Quando se abre um novo seminário, quer dizer, a casa onde se formam candidatos ás ordens sacras, convém organizar-se um rito especial de bênção.

Como a abertura de um novo seminário afeta de certo modo a vida espiritual dos fiéis de toda a diocese é preciso informá-los sobre o dia em que a bênção será realizada, para que possam comparecer, em maior número, ao rito ou pelo menos associar-se a este pela oração. Para provocar a afluência de fiéis e mesmo por causa da natureza do rito, deverá ser escolhido um dia festivo, de preferência um domingo.

Onde se faz a dedicação ou se dá a bênção da igreja do seminário podem-se acrescentar na ladainha ou na oração dos fiéis, algumas invocações ou intenções apropriadas, com referência às circunstâncias particulares da casa ou da formação dos alunos.

Nas regiões onde se costuma fazer a benção de todas as casas no tempo pascal ou noutra circunstância particular, o celebrante poderá, com elementos indicados neste rito, organizar uma celebração apropriada a promover o bem espiritual dos alunos participantes.

RITOS INICIAIS

SAUDAÇÃO

Alunos e fiéis se reúnem no local do novo seminário, onde se dá a bênção e, se for o caso, entoa-se um canto apropriado.
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos fazem o sinal da cruz e respondem:
℟.: Amém.

O celebrante saúda os presentes, com estas ou outras palavras, de preferência extraídas das Sagradas Escrituras.
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que é a sabedoria eterna e o único mestre, esteja convosco.
℟.: Bendito Seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo!

Em seguida, o celebrante dirige algumas palavras, a fim de preparar para a celebração os ânimos dos presentes e explicar o rito, podendo fazer uso destas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Por misericórdia de Deus estamos aqui reunidos, irmãos caríssimos, para a bênção do novo seminário, que é, sem dúvida, um grande dom da bondade divina. Seminário, como sugere o próprio nome, é uma espécie de viveiro da diocese, onde se formam os ministros da Igreja. Vamos, portanto, rogar ao Senhor que o novo seminário seja escola de oração e aula de doutrina celeste, e que os que forem aqui admitidos como alunos, vos sejam mais tarde restituídos como zelosos pastores e a nós colegas e cooperadores do ministério sagrado.

E todos oram em silêncio, durante algum tempo. Prossegue, então:
Pres.: Olhai, Senhor Deus, a vossa Igreja de N., que construiu esta nova sede para o seminário, e concedei, por vossa graça, que os futuros ministros de Cristo, reunidos em comunhão de vida e entregues aos estudos sagrados, possam aqui receber a formação necessária para exercer tão importantes funções. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém. 

LITURGIA DA PALAVRA

EVANGELHO
(Mt 9, 35-38)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
O povo aclama:
℟.: Glória a vós, Senhor.

Jesus percorria todas as cidades e aldeias ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda a enfermidade e doença. Vendo o povo, sentiu compaixão dele porque estava fatigado e prostrado como ovelhas sem pastor. Então disse a seus discípulos: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da plantação que mande trabalhadores para a colheita".

Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.: Palavra da Salvação.
O povo aclama:
℟.: Glória a vós, Senhor.
Depois beija o livro, rezando em silêncio.

HOMILIA
(Será feita na celebração eucarística) 

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Segue-se a oração comum, Dentre as invocações propostas, o ministro poderá escolher as que julgar mais apropriadas, ou acrescentar outras condizentes com as circunstâncias e as condições das pessoas.

Pres.: Em Cristo, que é a perfeita imagem do pai, encontram-se todos os tesouros da graça e da sabedoria. Vamos recorrera ele com confiança, e lhe digamos:

℟.: Senhor, vós tendes palavras de vida eterna.

1.  Senhor Jesus Cristo, que reunistes discípulos para ensiná-los e associá-los ao serviço do reino, fazei-nos semelhantes a vós, dedicados servidores do Povo de Deus.

2. Senhor Jesus, orastes pelos discípulos para que se santificassem na verdade; enviai-nos o Espírito Santo, para que, em união convosco, possamos produzir frutos duradouros.

3. Senhor Jesus, Sumo Sacerdote tirado do meio dos homens, fizestes do povo resgatastes um reino e sacerdócio para Deus, vosso Pai; ajudai-nos a comprovar, com o testemunho da nossa vida, aquilo em que acreditamos, meditando na lei do Senhor.

4. Senhor Jesus, vós fizestes para nós a sabedoria da cruz, nossa linguagem e nossa vida sejam manifestação do Espírito e da virtude.

5. Senhor Jesus, vós nos mandastes pedir ao vosso Pai para enviar operários à sua colheita; ouvi as nossas súplicas para que, á medida que a plantação cresça, se multipliquem também os ceifeiros.

ORAÇÃO DA BENÇÃO

O celebrante, de mãos estendidas, diz:
Pres.: Senhor, nós vos bendizemos e louvamos o vosso nome, por que, por inefável desígnio de vossa misericórdia, estabelecestes que o único e sumo sacerdócio de Cristo tivesse de durar para sempre, e que o seu poder invisível tivesse de sustentar continuamente a vossa Igreja, por meio de ministros visíveis. É o vosso Filho quem manifesta aos povos o mistério do vosso amor, quando os arautos do Evangelho anunciam a palavra da salvação; é ele quem, à direita de vossa glória, ora conosco, quando ressoam as vozes dos sacerdotes em oração; é ele quem se digna apresentar a vós a oblação de si mesmo, quando os sacerdotes celebram, no altar, os sagrados mistérios;  é ele próprio que rege e governa a sua Igreja, quando os pastores guardam e apascentam as ovelhas entregues aos seus cuidados. Olhai, portanto, Senhor nosso Deus, a vossa Igreja N., que construiu esta nova casa para seminário, onde possa cuidar dos futuros ministros de Cristo, reunidos em comunhão de vida e entregues aos estudos sagrados, a fim de receberem a formação necessária para exercer tão importantes funções. Pai santo, nós vos suplicamos, que os futuros arautos do Evangelho e ministros do altar, aqui, aprendam pela oração o que irão um dia ensinar, enriquecendo a mente para o desempenho de boas ações; aqui, acostumem-se a oferecer hóstias espirituais, e, com frequência aos divinos mistérios, experimentem a força salutar dos santos sacramentos; aqui, pela obediência, sejam ovelhas que reconhecem o bom Pastor, para que, uma vez feitos pastores do rebanho do Senhor, eles saibam oferecer a vida pelas ovelhas que lhe forem confiadas. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

Após a oração da bênção, o celebrante asperge água benta sobre os presentes e anova casa, enquanto se canta a antífona:
Ant. Onde o amor e caridade, Deus está.
Congregou-nos num só corpo o amor de Cristo; exultemos, pois, e nele jubilemos. Ao Deus vivo nós temamos mas amemos; e sinceros, uns aos outros, nos queiramos.

Ant. Onde o amor e caridade, Deus está.
Todos juntos num só corpo congregados, pela mente não sejamos separados. Cessem lutas, cessem rixas, dissensões, mas esteja em nosso meio Cristo Deus!

Ant. Onde o amor e caridade, Deus está.
Junto um dia com os eleitos nós vejamos vossa face gloriosa, que adoramos. Alegria que é imensa, que enche os céus; ver por toda a eternidade Cristo Deus. Amém.
Ou outro canto apropriado.

RITOS FINAIS

BENÇÃO FINAL

Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono se for oportuno, convida os presentes para a receberem a bênção com estas palavras ou outras semelhantes:
Diác: Inclinai-vos para receber a bênção.

O celebrante, de mãos estendidas sobre os presentes, conclui o rito, dizendo:
Pres.: Deus não deixa de providenciar pastores a seu povo; que ele derrame sobre a sua Igreja o espírito de piedade e de fortaleza, e aqueles, que, por seu chamado, assumem o múnus sacerdotal, procurem também, com a graça do Espírito Santo, exercê-lo dignamente.
℟.: Amém.

Pres.: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
℟.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio presidente diz ao povo, unindo as mãos:
Diác. ou Pres.: Ide em paz, e anunciai o Evangelho do Senhor.
Ass.: Graças a Deus!

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os demais ministros
É louvável que a celebração se complete com um canto apropriado.
Postagem Anterior Próxima Postagem