LIVRETO CELEBRATIVO | CAPELA JOÃO XXIII | DEDICAÇÃO DA IGREJA E DO ALTAR

                           


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LIVRETO CELEBRATIVO
CAPELA JOÃO XXIII
DEDICAÇÃO DA IGREJA E DO ALTAR
08.08.2026
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RITOS INICIAIS
CÂNTICO DE ENTRADA

O Bispo e os concelebrantes, os diáconos e outros ministros, todos paramentados, tendo à frente o cruciferário, chegam à porta da igreja onde o povo já se encontra reunido. Convém que a porta esteja fechada e que o Bispo, concelebrantes, diáconos e demais ministros se aproximem pelo lado de fora.

SAUDAÇÃO INICIAL
(Ao lado de fora da Igreja)

Enquanto todos fazem o sinal da cruz, o Bispo, sem mitra nem báculo, diz: 
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Em seguida, o Bispo, saúda o povo com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: A graça e a paz na santa Igreja de Deus estejam convosco.
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

EXORTAÇÃO INTRODUTÓRIA

O Bispo fala ao povo com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Com grande alegria estamos aqui reunidos, meus irmãos e minhas irmãs, com o intuito de dedicar a nova igreja pela celebração do sacrifício do Senhor. Participemos destes ritos sagrados com todo o fervor, ouvindo com fé a palavra de Deus, para que a nossa comunidade, renascida da mesma fonte batismal e alimentada na mesa comum, prospere e forme um templo espiritual; e, reunida em torno do único altar, cresça sempre no amor de Deus.

CÂNTICO | SALMO 121(122)
(Alegres iremos à casa de Deus)

Terminada a exortação introdutória, se for oportuno, canta-se a seguinte antífona com o salmo 121(122) ou outro canto apropriado:
℟.: Alegres iremos à casa de Deus.

SALMO 121(122)
Que alegria, quando ouvi que me disseram:
“Vamos à casa do Senhor!” 
E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. 
Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; 
para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. 

Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. 
A sede da justiça lá está e o trono de Davi. 
Rogai que viva em paz Jerusalém, e em segurança os que te amam! 

Que a paz habite dentro de teus muros, tranquilidade em teus palácios!
Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: “A paz esteja em ti!” 
Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu te desejo todo bem!

Não se diz o Glória ao Pai. Chegando à igreja, interrompe-se o salmo e repete-se a antífona.

ENTRADA SOLENE DO BISPO

O Bispo, tendo recebido o báculo, convida o povo a entrar, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Entrai pelas portas do Senhor, dando graças, e nos seus átrios com hinos de louvor.

CÂNTICO DE ENTRADA
(Ó portas, levantai vossos frontões)

Com o cruciferário à frente, o Bispo e todos entram na igreja. Enquanto entra a procissão, canta-se a antífona com o salmo 23(24), ou outro canto apropriado.

SALMO 23(24)
Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, 
o mundo inteiro com os seres que o povoam; 
porque ele a tornou firme sobre os mares, 
e sobre as águas a mantém inabalável. 

“Quem subirá até o monte do Senhor, 
quem ficará em sua santa habitação?” 
“Quem tem mãos puras e inocente coração, 
quem não dirige sua mente para o crime,
nem jura falso para o dano de seu próximo. 

Sobre este desce a bênção do Senhor 
e a recompensa de seu Deus e Salvador”. 
“É assim a geração dos que o procuram, 
e do Deus de Israel buscam a face”. 

“Ó portas, levantai vossos frontões! 
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,
a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” 
“É o Senhor, o valoroso, o onipotente, 
o Senhor, o poderoso nas batalhas!”

“Ó portas, levantai vossos frontões!
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, 
a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” 
“O Rei da glória é o Senhor onipotente, 
o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!”

O Bispo, sem beijar o altar, dirige-se para sua cadeira; os concelebrantes, diáconos e demais ministros vão para o lugar marcado no presbitério. Coloca-se o relicário em lugar apropriado no presbitério, entre tochas. Em seguida, benze-se a água conforme o rito indicado.

BÊNÇÃO DA ÁGUA
- Lembrança do nosso batismo -

O Bispo convida todos à oração, com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Estamos aqui, meus irmãos, para dedicar solenemente este templo. Peçamos com fervor ao Senhor nosso Deus que faça descer sua bênção sobre esta água, criatura sua. Com ela nos aspergiremos em sinal de penitência e em memória do batismo, e purificaremos as paredes da nova igreja e o novo altar. Venha também a nós o Senhor com sua graça e nos faça dóceis ao Espírito que recebemos e sempre fiéis em sua Igreja.
Todos rezam em silêncio por algum tempo. Em seguida o Bispo prossegue: 
Ó Deus, por vós todas as criaturas chegam à luz da vida; mostrais tanto amor pelo ser humano que, não apenas os sustentais com paterna solicitude, mas ainda apagais seus pecados com o orvalho da caridade, e, incansavelmente, os reconduzis a Cristo, sua Cabeça. Por desígnio de misericórdia decidistes que os pecadores, mergulhados na fonte sagrada e mortos com Cristo, ressurgissem purificados de toda culpa, se tornassem seus membros e co-herdeiros dos bens eternos. Por vossa bênção, + santificai esta água, vossa criatura. Aspergida sobre nós e as paredes deste templo, seja lembrança de nosso batismo, pelo qual, lavados em Cristo, nos tornamos templo do vosso Espírito. Concedei-nos a nós e a todos os irmãos e irmãs que nesta igreja celebrarem os divinos mistérios, chegar à Jerusalém celeste. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

O Bispo, acompanhado pelos diáconos, asperge o povo e as paredes, percorrendo toda a igreja, e, de volta ao presbitério, asperge o altar. 

ASPERSÃO DA ÁGUA
- Lembrança do nosso batismo -

Enquanto isso, canta-se uma das seguintes antífonas ou outro canto apropriado:
℟.: Vi água saindo à direito do templo. Aleluia, aleluia. 
E todos os quais esta água chegou foram salvos e cantam: Aleluia, aleluia.

Ou, durante a Quaresma, a antífona:
Quando eu for santificado entre vós, diz o Senhor, 
haverei de reunir-vos dentre todos os países, 
e haverei de derramar sobre vós uma água pura, 
e de vossas imundícies vós sereis santificados. 
Dar-vos-ei um novo espírito e um novo coração.

Depois da aspersão do altar, o Bispo volta à cadeira e, terminado o canto, reza, de pé, com as mãos juntas:
Pres.: Deus, o Pai das misericórdias, esteja presente nesta casa de oração, e a graça do Espírito Santo purifique o templo de sua morada que somos nós.
℟.: Amém.

Canta-se o glória.


ORAÇÃO DA COLETA
- Momento de silêncio

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
 Ó Deus, fizestes a Mãe do vosso Filho nossa Mãe e Rainha; concedei-nos propício que, apoiados por sua intercessão, alcancemos no reino do céu a glória dos vossos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA

Convém celebrar a proclamação da Palavra de Deus do seguinte modo: Dois leitores, um deles trazendo o Lecionário da Missa, e o salmista apromam-se do Bispo. 

O Bispo, de pé com mitra, recebe o Lecionário, mostra-o ao povo e diz:
Pres.: A palavra de Deus ressoe sempre neste templo; que ela vos revele o mistério de Cristo e opere na Igreja a vossa salvação. 
℟.: Amém.

O Bispo entrega o Lecionário ao primeiro leitor. 

Os leitores e o salmista dirigem-se ao ambão, levando o Lecionário sob as vistas de todos.

PRIMEIRA LEITURA


Leitor: Leitura do Livro do Profeta Isaías

1O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo, — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os abateste como na jornada de Madiã.4Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas. 5Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da Paz.6Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar estas coisas.


Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus

SALMO RESPONSORIAL
SALMO RESPONSORIAL (Sl 112(113), 1-2. 3-4. 5-6. 7-8 (R. 2)

℟. Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade!

— Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! ℟.

— Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus. ℟.

— Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra? ℟.

— Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo assentar-se com os nobres, assentar-se com os nobres do seu povo. ℟.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO


Segue-se o Aleluia.
℟.: ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!


Ao Evangelho não se levam velas nem incenso.
℣.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.

EVANGELHO

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão e diz:
℣.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas.
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.: Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, rezando em silêncio.

HOMILIA

Depois do Evangelho, o Bispo faz a homilia, explicando tanto as leituras bíblicas como o sentido do rito da dedicação. 

PROFISSÃO DE FÉ
Símbolo dos Apóstolos

Terminada a homilia, diz-se o Creio. Mas omite-se a Oração dos fiéis, porque em seu lugar se canta a Ladainha dos Santos.

℣.: Professemos a nossa fé.
℟.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, 
Às palavras seguintes até da Virgem Maria, todos se inclinam. 
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

LADAINHA DE TODOS OS SANTOS

Sem mitra, o Bispo convida o povo à oração com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Oremos, irmãos caríssimos, a Deus Pai todo-poderoso, que faz do coração dos fiéis templos espirituais, e peçamos-Lhe que a oração dos Santos, nossos irmãos, se venha juntar à nossa humilde oração
Ⓗ Nos domingos e no Tempo Pascal, todos permanecem de pé, na posição em que estão.

Ⓗ Nos dias de semana, exceto no Tempo Pascal, todos permanecem de joelhos, na posição em que estão. Neste caso, o Diácono diz:
℣.: Ajoelhemo-nos.

Terminada a ladainha, só o Bispo, de pé, com as mãos estendidas diz:
Pres.: Atendei, Senhor, em vossa bondade, por intercessão da Virgem Santa Maria e de todos os Santos, as nossas humildes súplicas, para que esta casa, que vai ser dedicada ao vosso nome, seja casa de salvação e de graça, onde o povo cristão se venha reunir para Vos adorar em espírito e verdade e se edificar na caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
℟.: Amém.

Se estiverem ajoelhados, o diácono diz:
Levantai-vos.
E todos se levantam. O Bispo recoloca a mitra.

DEPOSIÇÃO DAS RELÍQUIAS

Em seguida, se houver relíquias de Mártires ou de outros Santos para se depositarem sob o altar, o Bispo dirige-se ao altar. Um diácono ou presbítero leva as relíquias ao Bispo, que as coloca no nicho já preparado de antemão.
 
Enquanto isso, canta-se uma das seguintes antífonas, com o salmo 14(15) ou outro canto apropriado:
℟.: Ó Santos de Deus, sob o altar do Senhor, 
recebestes um trono: Rogai ao Senhor 
Jesus Cristo, por nós.

Ou a antífona:
℟.: Os corpos dos santos repousam na paz; 
viverão para sempre seus nomes na glória. (T.P. Aleluia, aleluia.)

Salmo 14(15)
‘Senhor, quem morará em vossa casa 
e em vosso Monte santo habitará?’ 

É aquele que caminha sem pecado 
e pratica a justiça fielmente;
que pensa a verdade no seu íntimo 
e não solta em calúnias sua língua; 

que em nada prejudica o seu irmão, 
nem cobre de insultos seu vizinho;
que não dá valor algum ao homem ímpio, 
mas honra os que respeitam o Senhor; 

que sustenta o que jurou, mesmo com dano; 
não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente. 
Jamais vacilará quem vive assim!

Enquanto isso, o pedreiro fecha o nicho e o Bispo volta à sua cadeira.

PRECE DE DEDICAÇÃO
 
Em seguida, o Bispo, de pé, sem mitra, diante da cadeira ou junto do altar, de mãos estendidas, diz em voz alta ou canta: 
Pres.: Deus, Santificador e Guia da vossa Igreja, com festivo precônio é-nos grato celebrar o vosso nome, porque, hoje, o povo fiel com rito solene deseja consagrar-vos para sempre esta casa de oração, onde vos honra com amor, intrui-se pela palavra e se alimenta com os sacramentos. Este edifício faz vislumbrar o mistério da Igreja, que Cristo santificou com seu sangue, para apresentá-la a si mesmo qual Esposa gloriosa, Virgem deslumbrante pela integridade da fé, Mãe fecunda pela virtude do Espírito. Igreja santa, vinha eleita do Senhor, cujos ramos cobrem o mundo inteiro! Os seus sarmentos, sustentados pelo lenho, ela os eleva até o Reino dos céus. Igreja feliz, tabernáculo de Deus com o ser humano, templo santo, que se constrói com pedras vivas, firme sobre o fundamento dos Apóstolos, com Cristo Jesus, sua grande pedra angular. Igreja sublime, Cidade construída no cimo do monte, visível a todos, a todos radiosa, onde refulge perene a lâmpada do Cordeiro, e, delicioso, ressoa o cântico dos eleitos. Suplicantes, pois, nós vos rogamos, Senhor: dignai-vos inundar esta Igreja e este altar com santidade celeste; que sejam sempre lugar santo e mesa perenemente preparada para o sacrifício de Cristo. Aqui, as ondas da graça divina sepultem os delitos, para que vossos filhos e filhas, ó Pai, mortos para o pecado, renasçam para a vida eterna. Aqui, ao redor da mesa do altar, celebrem vossos fiéis o Memorial da Páscoa e se alimentem no banquete da Palavra e do Corpo de Cristo. Aqui, como jubilosa oblação de louvor, ressoe a voz do gênero humano unida aos coros dos anjos e suba até vós a prece incessante pela salvação do mundo. Aqui, os pobres encontrem misericórdia, os oprimidos alcancem a verdadeira liberdade e todos sintam a dignidade de ser vossos filhos e filhas, até que, exultantes, cheguem à Jerusalém celeste. Phor nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
℟.: Amém.

UNÇÃO DO ALTAR E DAS PAREDES

Em seguida, o Bispo, tendo tirado, se for necessário, a casula, e cingindo-se com um gremial de linho, dirige-se ao altar com os diáconos e outros ministros; um destes leva o recipiente do crisma. Unge, então, o altar e as paredes da igreja.

Se o Bispo, na unção das paredes da igreja, quiser associar a si alguns sacerdotes, que concelebram com ele, tendo terminado a unção do altar, entrega-lhes recipientes do santo crisma e junto com eles começa as unções.
    O Bispo também poderá delegar a presbíteros a função de ungir as paredes; neste caso, depois da unção do altar, entrega-lhes os recipientes do santo crisma.

O Bispo, de pé diante do altar, diz em voz alta: 
Pres.: O Senhor santifique com sua força este altar e esta casa que vamos ungir, para que expressem, por um sinal visível, o mistério de Cristo e da Igreja.
 
A seguir, derrama o santo Crisma no meio do altar e em seus quatro ângulos, e é louvável que unja também com ele toda a mesa do altar. Enquanto isso, canta-se.

A seguir, derrama o santo Crisma no meio do altar e em seus quatro cantos; poderá, o que é muito recomendável, ungir a mesa inteira. 
Depois unge as paredes da igreja, assinalando com o santo Crisma as doze ou quatro cruzes, devidamente colocadas, auxiliado, se convier, por dois ou quatro presbíteros. 
Mas, se confiar a presbítero a unção das paredes, estes, logo que o Bispo terminar de ungir o altar, comecem a ungir as paredes, assinalando as cruzes com o santo Crisma. 

Enquanto isso, canta-se uma das antífonas seguintes, com o salmo 83(84), ou outro canto apropriado:
℟.: Eis aqui a habitação de Deus em meio aos homens, 
e com eles morará. Haverão de ser seu povo, 
e Deus será seu Deus (T.P. Aleluia, aleluia.)

Ou a antífona: 
℟.: É santo o templo de Deus, o Senhor; 
edifício de Deus, construção do Senhor.

Salmo 83(84)
Quão amável, ó Senhor, é vossa casa, 
quanto a amo, Senhor Deus do universo!
Minha alma desfalece de saudades 
e anseia pelos átrios do Senhor! 
Meu coração e minha carne rejubilam 
e exultam de alegria no Deus vivo! 

Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, 
e a andorinha ali prepara o seu ninho, 
para nele seus filhotes colocar:
vossos altares, ó Senhor Deus do universo! 
vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor! 

Felizes os que habitam vossa casa; 
para sempre haverão de vos louvar!
Felizes os que em vós têm sua força,  
e se decidem a partir quais peregrinos! 

Quando passam pelo vale da aridez,  
o transformam numa fonte borbulhante,  
pois a chuva o vestirá com suas bênçãos.
Caminharão com um ardor sempre crescente  
e hão de ver o Deus dos deuses em Sião. 

Deus do universo, escutai minha oração!  
Inclinai, Deus de Jacó, o vosso ouvido!
Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção,  
vede a face do eleito, vosso Ungido! 

Na verdade, um só dia em vosso templo 
vale mais do que milhares fora dele!
Prefiro estar no limiar de vossa casa, 
a hospedar-me na mansão dos pecadores!
 
O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, 
e largamente distribui a graça e a glória.
O Senhor nunca recusa bem algum  
àqueles que caminham na justiça. 
Ó Senhor, Deus poderoso do universo, 
feliz quem põe em vós sua esperança!

Terminada a unção do altar e das paredes, o Bispo volta para a cadeira e senta; os acólitos levam-lhe o necessário para lavar as mãos. Em seguida, tira o gremial e veste a casula. Os presbíteros, depois da unção das paredes, também lavas as mãos.

INCENSAO DO ALTAR E DA IGREJA


Sobre o altar põe-se um braseiro ou um amontoado de incenso misturado com pavio nos quatro cantos do altar. O bispo então deita incenso no braseiro ou se for o caso, ascende o pavio dos amontoados de incenso dizendo:

Pres.: Suba até Vós, Senhor, a nossa oração como incenso na vossa presença; e, assim como esta casa se enche de suave perfume, assim a vossa Igreja exale o bom odor de Cristo.  

Então, o Bispo deita incenso em alguns turíbulos e incensa o altar. Em seguida, volta para a cátedra, é incensado e senta-se. Os ministros, passando pela nave da igreja, incensam o povo e as paredes, canta-se a antífona:

T. O Anjo colocou-se diante do altar do templo, com um turíbulo de ouro na mão. 

Terminada a unção do altar e das paredes, o Bispo volta para a cadeira e senta; os acólitos levam-lhe o necessário para lavar as mãos. Em seguida, tira o gremial e veste a casula. Os presbíteros, depois da unção das paredes, também lavas as mãos.

ILUMINAÇÃO DO ALTAR E DA IGREJA

Terminada a incensação, alguns ministros enxugam a mesa do altar com panos e, se necessário, estendem sobre ele um tecido impermeável; depois o cobram com a toalha e, se for oportuno, o adornam com flores; colocam os castiçais com velas para a celebração da Missa, e a cruz, se necessário. 

Depois, o Diácono aproxima-se do Bispo que, de pé, entrega-lhe um pequena vela acesa, dizendo em voz alta: 
Pres.: A luz de Cristo resplandeça na Igreja e conduza os povos à plenitude da verdade.

Em seguida, o Bispo senta. O Diácono vai ao altar e acenda as velas para a celebração da Eucaristia.

Haja, então, uma iluminação festiva: todas as velas, as tochas colocadas no lugar das unções e as outras lâmpadas da igreja são acesas em sinal de alegria. Enquanto isso, canta-se uma das seguintes antífonas, com o Cântico de Tobias ou outro canto apropriado, especialmente em honra de Cristo, luz do mundo:
℟.: Despontou a tua luz, Jerusalém, 
e a glória do Senhor te iluminou! 
Os povos andarão na tua luz, aleluia. 

Cântico de Tobias
(Tb 13,8-9a e 10bc.11abc.11def e 13)

Dai graças ao Senhor, vós todos, seus eleitos, 
celebrai dias de festa e rendei-lhe homenagem. 
Jerusalém, cidade santa, dá louvor ao teu Senhor, 
para que ele, novamente, arme em ti, a sua tenda. 

Resplenderás, qual luz brilhante, até os extremos desta terra; 
virão sobre ti nações de longe, dos lugares mais distantes, 
invocando o santo nome, trazendo dons ao Rei do céu. 

Em ti se alegrarão as gerações das gerações 
e o nome da Eleita durará por todo o sempre. 
Então, te alegrarás pelos filhos dos teus justos, 
todos unidos, bendizendo ao Senhor, o Rei eterno.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Os diáconos e ministros preparam o altar, como de costume. Em seguida, alguns fiéis levam no pão, vinho e água para a celebração do sacrifício do Senhor. O Bispo, sentado, recebe os dons. Enquanto estes são levados, pode-se cantar a antífona seguinte ou outro canto apropriado: 
℟.: Na simplicidade do meu coração, 
alegre vos dei tudo aquilo que tenho; 
e com muita alegria eu vi vosso povo 
aqui reunido. Ó Deus de Israel, 
guardai neste povo esta boa vontade (T.P. Aleluia, aleluia).

O BISPO VAI ATÉ O ALTAR E BEIJA-O.

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração: depois, coloca o cálice sobre o corporal.

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio.

(NÃO INCENSA-SE AS OFERTAS, NEM O ALTAR.)

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio a oração.

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai Irmãos e irmãs, para que o meu e o vosso Sacrifício seja aceito pôr Deus Pai, todo Poderoso.
O povo se levanta e responde:
℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas;
Pres.: Senhor, celebrando a memória da Santa Virgem Maria, nós vos trazemos estas oferendas; venha em nosso auxílio o vosso Filho feito homem, que a vós se ofereceu na cruz como sacrifício sem mancha. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

PREFÁCIO PRÓPRIO

Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
Pres.: Corações ao alto.
℟.: O nosso coração está em Deus.
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.: É nosso dever e nossa salvação.

Pres.: Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente! É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças sempre e em toda a parte. Vós fizestes de todo o universo o templo da vossa glória, para que em toda a parte o vosso nome fosse glorificado, mas não recusais lugares a Vós consagrados para a celebração dos divinos mistérios: por isso, exultantes de alegria, dedicamos à vossa majestade esta casa de oração, construída pelo trabalho humano. Nesta casa se anuncia o mistério do Templo verdadeiro e se prefigura a imagem da celeste Jerusalém: do Corpo de vosso Filho, nascido da Virgem Maria, fizestes o templo a Vós consagrado, para que nele habitasse a plenitude da divindade. E constituístes a Igreja como cidade santa, edificada sobre o alicerce dos Apóstolos, tendo como pedra angular o próprio Cristo Jesus; mas que há-de erguer-se, construída com pedras escolhidas, vivificadas pelo Espírito Santo, cimentadas pela caridade, cidade onde sereis tudo para todos pelos tempos sem fim e onde brilhará perpetuamente a luz de Cristo. Por Ele, Senhor, com os Anjos e os Santos, nós Vos louvamos, cantando com alegria:

SANTO

℟.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.
O sacerdote une as mãos e as estende sobre as oferendas dizendo:
Pres.: Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas
une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo 
Une as mãos
que nos mandou celebrar estes mistérios.
℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

Pres.: Do mesmo modo, no fim da Ceia,
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo.
℟.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.
℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres.: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
℟.: O Espírito nos una num só corpo!

1C: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, (Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos, que não cessam de interceder phor nós na vossa presença.
℟.: Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Pio e o nosso Arcebispo-Primaz Dom Giovanni Di Santi, e seus auxiliares om os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. 
Atendei propício às preces desta família, que vos dedicada esta igreja: seja para ela casa de salvação e santuário dos sacramentos celestes; ressoe aqui o Evangelho da paz e celebrem-se os divinos mistérios, pelos quais os vossos fiéis, instruídos pela palavra da vida e fortalecidos pela graça divina, peregrinando pela cidade terrena, mereçam chegar à eterna Jerusalém, onde vós, Pai de misericórdia, reunireis todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.
℟.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
Une as mãos
por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

DOXOLOGIA

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
O povo aclama:
℟.: Amém.

ORAÇÃO DO SENHOR

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Antes de participar do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos. 
℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

FRACÇÃO DO PÃO
(Cordeiro de Deus)

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS!
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS!
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
DAI-NOS A PAZ!

Em seguida, o Bispo parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio

Em seguida, o Bispo, de mãos unidas, reza em silêncio
Pres.: Quando o Cristo se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

O Bispo, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.

ORAÇÃO DE 
COMUNHÃO ESPIRITUAL

A oração seja proferida por aqueles que estão presentes na celebração, antes ou depois do cântico de comunhão.
℣.: Creio, ó meu Jesus, que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e desejo possuir-vos em minha alma. Mas como agora não posso receber-vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração. E, como se vos tivesse já recebido, uno-me inteiramente a vós; não consintais, Senhor, que de vós jamais me aparte.

COMUNHÃO

Quando o Bispo comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão com uma das seguintes antífonas, com o salmo 127(128) ou outro canto apropriado:
℟.: Minha casa é casa de oração, diz o Senhor; quem nela pede recebe, 
quem procura encontra e a porta se abre àquele que bate.

Ou a antífona:
℟.: Quais rebentos de oliveira são os filhos da Igreja em torno à mesa do Senhor.

Salmo 127(128)
Feliz és tu se temes o Senhor 
e trilhas seus caminhos!

Do trabalho de tuas mãos hás de viver, 
serás feliz, tudo irá bem!
A tua esposa é uma videira bem fecunda 
no coração da tua casa;
os teus filhos são rebentos de oliveira 
ao redor de tua mesa.

Será assim abençoado todo homem 
que teme o Senhor.
O Senhor te abençoe de Sião, 
cada dia de tua vida;
para que vejas prosperar Jerusalém
e os filhos dos teus filhos.

Ó Senhor, que venha a paz a Israel, 
que venha a paz ao vosso povo!

Terminada a Comunhão, um sacerdote, um diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o diácono reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o Bispo pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

Se não for necessário inaugurar a capela do Santíssimo Sacramento, a Missa continua como abaixo.
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INAUGURAÇÃO DA CAPELA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

A inauguração da capela, onde se guardará a Santíssima Eucaristia, pode realizar-se deste modo: depois da comunhão, a âmbula com o Santíssimo Sacramento permanece sobre o altar. O Bispo dirige-se para sua cadeira e todos rezam, em silêncio, por algum tempo. Em seguida, o Bispo diz a oração depois da comunhão.

Pres.: Oremos.
Em seguida, o Bispo, de braços abertos, profere a oração:

Senhor, alimentados pelo sacramento celeste, suplicantes vos pedimos que, ao venerarmos a Virgem Maria, na celebração de sua memória, mereçamos participar eternamente do banquete do vosso Reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Ao terminar, o povo aclama:
℟.: Amém.


RITOS FINAIS
BÊNÇÃO FINAL SOLENE

O Bispo, com as mãos estendidas sobre o povo, diz: 
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

Pres.:  Deus, Senhor do Céu e da Terra, que vos reuniu hoje aqui para a dedicação desta igreja, vos encha de todas as bênçãos do Céu.
℟.: Amém.

Pres.: Assim, em boa hora purificados, Ele vos dê a graça de O trazer, a Ele próprio, a habitar em vós mesmos e de, um dia, possuir como herança a felicidade eterna na companhia de todos os Santos
℟.: Amém.

E abençoa todo o povo, acrescentando:
Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo , desça sobre vós e permaneça para sempre.
℟.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
℣.: Ide em paz, e glorificai o Senhor com vossa vida.
℟.: Graças a Deus.
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